Falei com a minha amiguinha um bocadinho ontem à noite e deixei-a seguir o seu caminho ao sabor do vento, janela fora foi ela cheia de alegria por ir finalmente conhecer o mundo.
Quando cheguei a casa e abri o guardanapo para ver em que estado ela estava, ela olhou para mim com desprezo, já tinha ouvido falar das patetices dos últimos dias. Com o punho levantado, ou pelo menos com uma ideia de punho levantado visto a casquinha não ter membros, explicou-me que eu estava a ser um idiota (obrigado, eu já sabia!) , que não tenho andar a exacerbar sentimentos, que as coisas acontecem naturalmente (obrigado, eu já sabia!). Para casca de amendoim, a minha amiguinha estava a debitar muitos lugares comuns.
Lembrou-me do meu braço esquerdo, da palma das minhas mãos e que o futuro nunca está escrito em lado nenhum. - Lembrou-me o tanas, eu já sabia, só que por vezes esqueço-me!
Fiz um café, pus a tocar "What's the ugliest part of you body?" do Zappa, era uma provocação barata, mas não resisti em insistir, a minha deve ser o nariz e a tua? A desgraçada, chorou, ou pelo menos pareceu-me ver umas lágrimas a escorrer pela sua cara (já tinha bebido, é verdade). Refilou que podia não ter corpo mas ao menos tinha cabeça, que não passava a vida com o coração aos pulos e que não tinha sonhos com mulheres cigarro a tentarem pegar fogo a casas. Um amor esta amiguinha, para quem dizia que ia conhecer o mundo nas asas do sonho estava muito pouco sonhadora. Atirei-a janela, se ela queria conhecer o mundo, bem aí tinha uma oportunidade.
Acendi um cigarro, comecei a ver um filme independente, e quando a actriz principal iniciou um monólogo com a frase "Fuck this fucking fake tits, you fucker!!", percebi que estava a perder o jogo e nada disto vale a pena ser levado a sério. A vida não pode ser uma coisa séria quando há filmes com falas do tipo "Fuck this fucking fake tits, you fucker!!".
PS: O argumentista deve ter escrito o papel a pensar no Duffy Duck, que provavelmente não estava disponível.
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