segunda-feira, janeiro 21, 2008

As lágrimas de whisky acompanham-me, penso nela outra vez, há uma semana que outra coisa não me sai da cabeça.
Vario entre o sentimento de felicidade extrema pelo sentimento que me consome e o desespero por não ser capaz de ter a mínima ideia do que se passa do outro lado do espelho. As mulheres sempre tiveram o talento de me lixarem a cabeça. Mesmo assim, por cada uma que passa penso que a experiência angariada me traz sabedoria, que percebo melhor como elas são e compreendo mais profundamente os meus próprios mecanismos mentais. Mas o conhecimento não me serve de nada, as noites são sempre iguais... brancas.
E quero ser forte, quero ignorar o sentimento, ser mais forte do que ele. Dizem que é assim que se conquista as mulheres que queremos, mas não sou capaz, sinto vontade de fazer exactamente o oposto dos concelhos do cohen

Ah but a man never got a woman back
Not by begging on his knees
Or Id crawl to you baby
And Id fall at your feet
And Id howl at your beauty
Like a dog in heat
And Id claw at your heart
And Id tear at your sheet
Id say please, please
Im your man

diz ele. Não sou capaz, por minha vontade acampava ao lado da sua cama e passa a noite dizendo-lhe palavras doces até ela me mandar passear enjoada com o doce das minhas palavras.

10h06m : Nunca tentar dormir com a cabeça ocupada com memórias de uma mulher e sabores de tabaco. A noite será horrível com sonhos de mulheres cigarro com cabeças a arder que fogem de nós com gritinhos de prazer. Algo parecido com a canção dos Suede mas em mau.

14h23m : Primeiro cigarro ao fim de 36 horas, a ligeira tontura do fim da ressaca lembrou-me que no meu sonho a minha pequenina casca de amendoim tinha sido queimada por uma das mulheres cigarro. Não me lembro de a ter visto hoje de manhã, será que o sonho não foi um sonho e a minha casa foi de facto invadida por um maço de mulheres cigarro?

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