quinta-feira, janeiro 03, 2008

Absolutamente preso. Preso não sabes muito bem ao quê, a uma memória? A memória de quê não fazes a mínima ideia, talvez do sorriso? O sorriso provocado por o quê, talvez por ti?

Lindo idiota, enche-te esperanças patetas de sonhos que nunca vão ser vividos. Tu já conheces a história, insuflas como um balão, só para depois rebentar, exactamente como um balão. E esse é sempre o fim da história, meu caro.

Dedica-te a coisas da tua altura, não construas sonhos demasiado altos que apenas servem para te enterrares no fracasso inevitável.

Não respondes. Ignoras os meus conselhos e esperas mais tarde eu aqui esteja para te ajudar a apanhar os cacos do chão. Eu garanto-te que um dia, e não há de faltar muito vou-me cansar de estar de joelhos a apanhar as tuas lágrimas. Nesse dia vai perceber que estás absolutamente sozinho, sem a tua moleta racional para te apoiar quando não tens forças nos joelhas para te pores de pé e nesse dia vais finalmente secar como o falhado que sempre quiseste ser.

Sim meu caro, esse dia vai chegar, isso eu te garanto... estou cansado de chorar por tua causa.

1 comentário:

Explicações disse...

...uma conversa de ti para ti... gostei (pela profundidade da reflexão, claro!) É preciso ter uma certa sensibilidade, sentido crítico e dualismo para se fazer este tipo de exercício! :)

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