quarta-feira, fevereiro 27, 2008


A palavra repete-se, mas é necessário repetir puta, mil vezes puta, mil vezes putas, mil vezes cabras, mil vezes merda sem valor e sem alma. Elas não existem só no trabalho existem na nossa vida, dormimos com elas, de vez em quando até casamos com elas e algumas vezes até são as mães dos nossos filhos, mas putas.... reles putas, sem valor para se poderem denominar de grandes putas, porque essas usam a condição como uma coroa de glória, e elas escondem-na por detrás de sorrisos e promessas falsas.

A esporra corria-lhe por entre as pernas e ela repetia palavras de amor, quente e viscosa a memória, mas não importa. É preciso o homem certo, com o projecto, com o plano com a vontade de lhe lamber a merda do cú. É necessário ser um rato, para ter direito há doce mentira. Mas é fundamental não ter coluna vertebral, não ter consciência, não ser nada para além merda para ir ao encontro do seu amor com esporra escorrendo por entre as pernas.

terça-feira, fevereiro 12, 2008

Pombos, Ratos e Tainhas

Quando tudo o resto falhar, tenho a companhia dos pombos, dos ratos e das tainhas. Fazem-me chegar a casa tarde, levantar-me demasiado cedo e ficar 10 horas consecutivas à frente do computador para não conseguir fazer nada.

Admiro os pombos, os ratos e as tainhas por muito que eu faça e os queira mudar nunca vão deixar de ser bichos que gostam de viver na merda. E um peido seu, não é só um peido mas uma torrente de merda que me me afoga.

Ainda bem que cresci em Cacilhas e em pequenino chapinhava nas águas do Tejo.

domingo, fevereiro 10, 2008

Carta Quase de Amor

Quero morrer ao teu lado. Roer as tuas unhas sujas. Mudar-te as fraldas cagadas. Dar-te banho de esponja quando já não conseguires sair da cama. Ouvir-te gritar para o reflexo no espelho quando estiveres senil. Quero beijar-te, quando tiveres todos os dentes podres e o teu hálito for igual ao de uma ratazana de esgoto. Quando não fores mais do que uma lembrança da mulher, ser humano, quero ser eu agarrado ao teu cadáver gritando palavras de desespero.

Quero isto tudo, mas quero ainda mais. Quero o sabor e o conforto da tua vagina e palavras doces ao acordar. Porque antes do amor que não espera nada em troca quero se feliz. E ser feliz contigo.

Se não poder ser, tenho a minha colecção de filmes pornográficos e uma garrafa de redoma tinto colheita de 1996 ao meu lado, que apesar de não ter vagina e não perceber nada de cinema tem um corpo bem melhor que o teu.

sábado, fevereiro 09, 2008

Liberdade de Pensamento

O pensamento não é controlado por nada nem por ninguém. Os meus pensamentos particularmente nem por mim são controlados. Por isso penso em:

  1. suicídio
  2. pedofilia
  3. homossexualidade
  4. todo o tipo de parafilias
  5. abortos
  6. beatas
  7. sémen
  8. unhas
  9. Cristos de materiais diversos
  10. Vendedores de enciclopédias nus
  11. mulheres com mamoplastias
  12. comer merda
  13. cuecas de senhora com borboto
  14. beber urina
  15. e uma carrada de outras coisas bem mais nojentas
E a verdade meus caros é que não me parece que em dia algum vá aparecer à porta das vossas casas nu com hálito a a merda, carregando enciclopédias. Até posso pensar nisso, o pensamento é livre, mas tenho bom senso e não me parece que o vá perder nos próximos tempos.

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

Carta quase suícida

As beatas são sinais do futuro que está para vir... As palavras que dizem são marcas do passado (mal vivido?) que transpiraram para a pele. O tempo que não tenho, e as teclas pretas do piano serão o meu (teu? nosso?) futuro. Quero um pouco de álcool um pouco de esquecimento, sabedoria, para poder suportar a ignorância do que me rodeia.

Gosto de vocês, mas não consigo viver assim, sinto-me só. Sei que ao falar não estou a comunicar com ninguém, não tenho opções na vida. As opções resumem-se a isto: trabalhar para ganhar dinheiro para gastar para ter onde gastar dinheiro para ser feliz para foder para não pensar para não me matar.

Quero uma porta. Um caminho um saída. Está tudo fechado, tudo acabado, tudo perdido. Aos 31 anos, não tenho esperança. Não tenho nada para ou porque viver. Só beatas num cinzeiro e uma casa vazia. Não há paixões por muito grandes que sejam que me preencham a alma, não há mulheres por muito profundas que sejam que façam sentir. Quero a porta, a janela, o buraco, o espelho para ir para outro lado, o outro lado.

Um dia vou ser a Alice, fugir daqui para um mundo de cogumelos mágicos e gatos sorridentes. Por enquanto, sorriu quando devo e falo quando não devo fazendo rir com as minhas tonterias.

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

Roubo de Igreja

Uma mulher sem pernas era o que me convinha, uma mulher que não pudesse fugir. Uma mulher sem braços ainda me convinha mais, uma mulher que não se agarrasse demasiado a mim se tornasse pegajosa. Um mulher tonta seria perfeito, uma que não entendesse o que eu digo e não se sentisse ofendida pela minha arrogância. Um homem isso sim, seria de facto o amor que iria durar o resto da minha vida, a pixa ajuda à compreensão.
A erecção matinal faz com que o mundo pareça mais simples, e é isso no fundo que eu quero simplicidade.

Zee TV

Eu quero ter a Zee TV no meu pacote da cabo visão, nos serões em vez de ouvir musica e escrever patetices, vou passar a ver filmes indianos. Os dramas em que as pessoas cantam e dançam são sempre mais verosimeis. Já dizia a canção "the lapdance is so much better when the stripper is crying".

domingo, fevereiro 03, 2008

O meu problema com as mulheres

O meu problema com as mulheres é gostar delas, eu gosto verdadeiramente das mulheres. Não sou um Don Juan, sou um tipo normal, que gosta de mulheres. Gosto tanto das mulheres que muitas vezes desejo ser uma mulher, cortar a minha lembrança de masculinidade e ser uma delas. E esse é o meu problema, não sou capaz de falar nenhuma delas com o ar matador de quem vai ao talho comprar um bife da vazia.

Apaixono-me, fico sem poder de reação e sou sincero, outras vezes faço de conta que estou apaixonado apenas para partilhar momentos de falsa sinceridade com uma mulher. Gosto de estar perto delas e saber o que elas sentem. Os problemas surgem quando me apaixono verdadeiramente.

Nunca partilhei nenhuma relação por uma mulher por a qual me tenha apaixonado. É razão é muito simples: perante a paixão sou, como já disse, absolutamente sincero. Não consigo guardar o sentimento dentro de mim. Faço esforços hercolianos para tal, mas são esforços falhados. Ao fim de pouco tempo, sou um Shakespeare sem talento derramando palavras de amor sobre a mulher desejada. Ela, e elas são todas iguais, pelo menos neste aspecto, fogem perante as tais demonstrações de amor. A mulher, tanto quanto me foi dada a conhecer, gosta ser apanhada de surpresa, como um pequeno Bambie que descobre o que quer dizer a eternidade quando sente os dentes do tigre no seu pescoço. Nenhuma mulher gosta de ouvir declarações de amor, a não ser quando já desesperam por elas. Por isso sempre me foi mais fácil seduzir as mulheres por quem não sinto a necessidade de demonstrar amor.

A verdade, verdadinha, seja eu ceguinho, é que as mulheres por quem eu me apaixono são muito mais interessantes do que aquelas por quem acabou ter relações que duram anos. São sempre mais inteligentes, mas bonitas e mais problemáticas. Digo isto com conhecimento, pois apesar de passar tempo com as mulheres com quem sou obrigado a partilhar a vida, também o passo com as outras cujos lábios me dizem beija-me e me obrigam depois a pedir por favor.

Mas agora tenho cabelos brancos e estou cansado de estar com mulheres com quem pouco ou nada posso partilhar. Quero definivamente a Mulher, por isso vou bater com a cabeça na parede até a ter. Mesmo que para isso tenha que travestir os meus sentimentos e transformá-los em paixão passada que agora são apenas amizade.

sexta-feira, fevereiro 01, 2008



Estou velho, à 3ª é de vez , mas parece que estou na quarta.
O quarto tem a cama por fazer e as meias sujas de ontem no chão. Na cozinha a garrafa de Coca-Cola ficou aberta, de manhã precisava de alguma coisa doce. O cinzeiro ainda cheio de beatas ficou na mesa da sala.

Mais logo vou voltar, abrir uma cerveja, sentar-me no sofá, ouvir o Tom Waits cantar sobre maus fígados e corações partidos e amanhã talvez seja sábado ou domingo e não ainda a segunda.