Quero morrer ao teu lado. Roer as tuas unhas sujas. Mudar-te as fraldas cagadas. Dar-te banho de esponja quando já não conseguires sair da cama. Ouvir-te gritar para o reflexo no espelho quando estiveres senil. Quero beijar-te, quando tiveres todos os dentes podres e o teu hálito for igual ao de uma ratazana de esgoto. Quando não fores mais do que uma lembrança da mulher, ser humano, quero ser eu agarrado ao teu cadáver gritando palavras de desespero.
Quero isto tudo, mas quero ainda mais. Quero o sabor e o conforto da tua vagina e palavras doces ao acordar. Porque antes do amor que não espera nada em troca quero se feliz. E ser feliz contigo.
Se não poder ser, tenho a minha colecção de filmes pornográficos e uma garrafa de redoma tinto colheita de 1996 ao meu lado, que apesar de não ter vagina e não perceber nada de cinema tem um corpo bem melhor que o teu.
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