quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Se eu fosse verdadeiramente feliz, provavelmente continuava a sentir-me vazio de mim e a minha felicidade seria sempre falsa.

Se ao morrer tudo acaba, acaba também o agora, este momento em que escrevo larachas para ninguém ler. A vida que vivo vai deixar de existir, a memória dos sorrisos não vai memória de nada, nem memória sequer. No vazio nada me espera, no vazio nada serei, no vazio nada sou.

Respirar fundo, apanhar ar, levar no cú, esquecer o depois, esquecer o agora e viver nesse esquecimento até não viver mais.