segunda-feira, outubro 27, 2003

Como nem tudo na vida é deprimente, um pouco de dor de corno para variar:

Poema I
Tenho 24 cadernos cheios de merda,
Uma gaveta cheia de pesadelos patetas,
um Maço de tabaco cheio de pregos para o meu caixão
E milhares de ideias para o suícidio perfeito.

Em folhas dispersas tenho ideias
Para a carta de amor perfeita
Que nunca vai ser escrita.

Amigos prontos para me espetar uma faca nas costas,
Ex-Amantes que me dizem o melhor dos homens
E 5 queimaduras de cigarro que me lembram:
“A desilusão é o destino de todos os sonhos”.


A Verdadeira dor de corno

Não sei amar, toda a minha inteligencia de nada serve quando olho para ela.
Em criança nunca olhei para o amor como sendo real, era apenas mais uma ficção contada por velhos na hora das novelas. Quando ele surgiu pela primeira vez, apanhou-me de surpresa, a ficção transformada em realidade, uma realidade que não fazia sentido, uma realidade irracional.

Desde aí vivo com ele todos os dias e ele continua a ser uma parte artificial da minha alma, algo que não devia existir.

Merda para o amor e para todas as coisas que eu não entendo!
Merda!

(A nuca da mulher no canto do café faz-me lembrar a outra que mora nos meus sonhos de todas as noites)

Quero de volta as paixões desapaixonadas das mulheres da minha infancia,
Os seus homens sérios de pequenas traições conhecidas.
Quero não pensar no amor, não perder horas a fazer sentido da loucura.

Penso no amor que sinto por ti, conspurco o sentimento com raciocínio e lógica que de nada me servem, a não ser, prolongar a dor de te não ter.

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